Conhecer o perfil de consumo dos seus clientes, os detalhes das contratações e as variáveis que influenciam nos preços é algo essencial no Mercado Livre de Energia. Afinal, só assim será possível encontrar oportunidades como as operações estruturadas, que trarão, entre outras coisas, economias extras nos gastos com energia.

De forma geral, existem dois grupos de consumidores no ACL (Ambiente de Contratação Livre): os Livres e os Especiais. Os especiais possuem demanda contratada com a sua distribuidora de energia entre 500 kW e 1.500 kW.

Os classificados como livres, por outro lado, possuem demanda superior a 1.500 kW.

Além das demandas contratadas, o que difere estes dois grupos são as suas elegibilidades para a contratação de diferentes fontes de energia no Mercado Livre.

Saiba mais a seguir!

As diferentes fontes de energia:

Os consumidores especiais adquirem, obrigatoriamente, energia proveniente de fontes renováveis, originadas de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas), Biomassa, Eólica ou Solar. Essa energia é conhecida como incentivada.

Os clientes livres, por outro lado, adquirem energia proveniente de qualquer fonte. Ou seja, podem contratar tanto a energia convencional quanto a incentivada.

Também é importante frisar que as fontes de energia classificadas como incentivadas, em função da matriz energética nacional, são encontradas em menor quantidade no mercado.

Por esta razão, naturalmente possuem um custo unitário elevado em relação a aquelas classificadas como não renováveis.

Em contrapartida, como estas fontes são consideradas menos agressivas ao meio ambiente, a contratação deste tipo de energia garante ao consumidor final um subsídio de desconto nas suas parcelas de distribuição.

Cabe destacar também que a definição de qual é a fonte de energia com maior aderência para cada consumidor não vai ser aferida com base apenas no custo unitário da energia em si.

Mas sim através de uma análise minuciosa sobre a representatividade do custo do fio (o valor das parcelas de distribuição) dentro do custo global de energia de cada empresa.

E é, justamente, por este motivo que os consumidores devem contar com o apoio de uma empresa especializada para auxiliá-los durante todo o processo exposto, bem como na contratação da energia.

A partir do momento em que a contratação é realizada, o consumidor final trava o seu risco em relação as variações de preço no mercado e, por consequência, garante o seu resultado financeiro para todo o período contratado.

Contudo, as oportunidades não param por aí! Mesmo com a fonte de energia aderente, pontualmente podem surgir novas oportunidades de maximização de receita através do que chamamos de Operações Estruturadas

Operações Estruturadas: o que são?

As Operação Estruturada são qualquer operação de energia que foge do ordinário.

Ou seja, aquela que é elaborada de maneira customizada para atender as necessidades específicas de cada consumidor. Dentre elas podemos listar:

Swap

Como o nome sugere, esta operação consiste em uma troca, de produto ou posição, entre dois agentes. Ainda neste tópico, podemos destrinchar esta operação em:

Swap de fontes:

Consiste na troca da fonte de energia habitualmente contratada pelo consumidor.

Ou seja, nesta operação, o consumidor repassa a sua energia contratada para um outro player do mercado que, por sua vez, devolve uma outra fonte para o consumidor final.

Swap temporal:

Consiste na entrega de um produto pelo consumidor final a determinado agente antecipadamente estabelecido, desde que este segundo se comprometa a devolver este mesmo objeto da negociação em um momento previamente acordado no futuro.

Swap entre submercados:

Consiste, basicamente, na troca do submercado energético em que o consumidor final, até então, estava habituado a receber sua energia contratada mensalmente.

Venda de Lastro:

Esta operação consiste na venda do saldo energético que o agente possui acumulado na CCEE referente ao consumo dos últimos 12 meses (mês em que está sendo realizada a operação e seus últimos 11 precedentes).

Ainda, caso o agente possua saldo energético de energia incentivada com desconto, é possível realizar esta mesma operação para vender o desconto que está acumulado na CCEE.

Troca de Posição Financeira:

Consiste em uma das operações estruturadas de compra e venda.

Nela, o consumidor final pode reaver os seus créditos retidos na Câmara de Comercialização, em vez de carregar, de forma sistêmica, o valor para meses subsequentes por conta da judicialização setorial sobre a liquidação financeira.

Financiamento:

Esta operação estruturada consiste na compra de energia para a um determinado período cujo preço de mercado está elevado (seja em relação ao budget da empresa, do break even no ACL, etc.).

Neste sentido, a comercializadora ou geradora oferece um produto com preços que viabilizem a contratação pelo consumidor e, em contrapartida, estende a contratação para alocar o impacto financeiro do período financiado no restante da curva do contrato.

Essas são apenas algumas modalidades de Operações Estruturadas.

Outras operações podem ser avaliadas para atender a demanda de cada empresa.

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