ENERGIA EÓLICA NA MATRIZ ELÉTRICA DO BRASIL

O que fez o Brasil ser uma das “potências eólicas” no mundo? O que esperar para o futuro?

Segundo dados da Global Wind Energy Council (GWEC), em dezembro de 2005, o Brasil contava com 29MW de potência eólica instalada. Ao final de 2017, o País configurava entre as 10 nações com maior potência instalada no mundo, com 12.763MW, ocupando a sexta posição no ranking de expansão anual de potência, com 2022MW, no mesmo ano.

Matriz elétrica brasileira

A matriz elétrica de um país é definida como o conjunto de instalações de geração e transmissão com a finalidade de atender à demanda de energia elétrica. A matriz ideal é aquela que minimiza impactos ambientais e garante o suprimento energético, independentemente dos fenômenos naturais. O desafio dos operadores de sistemas elétricos ao redor do mundo é, portanto, balancear sustentabilidade e segurança.

O Brasil busca esse balanço através do aproveitamento de dezesseis bacias hidrográficas espalhadas pelas diferentes regiões do país. Atualmente nossa matriz elétrica é composta, predominantemente, por usinas hidroelétricas, com 69,4% de capacidade de geração, seguida por usinas termoelétricas, com 21,7%, e na terceira colocação estão as eólicas, que representam 8,1% de toda energia que pode ser gerada, de acordo com o InfoMercado, relatório produzido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Eficiência energética

As afluências dos rios são fontes renováveis de energia e o projeto de uma usina hidráulica pode contemplar o armazenamento de água em reservatórios para garantir a geração em períodos de estiagem e oferecer segurança no abastecimento de energia. Contudo, o Brasil apresenta algumas limitações para a construção de empreendimentos que contemplam reservatórios. A lei n° 12.651/2012 (Lei de Proteção da Vegetação Nativa) determina preservação de áreas de reserva e a minimização de impactos socioambientais.

Por outro lado, o governo brasileiro incentivou a  geração renovável no País por meio do PROINFA (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas, criada pela lei 10.438/2002) e das Resoluções Normativas nº482/2012 e nº 687/2015 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que incentivam a geração distribuída para micro e mini geradores.

Qual o  futuro da energia eólica no Brasil?

Os fatores mencionados acima, combinados com  o potencial dos ventos no Brasil, ajudam a explicar o crescimento das instalações eólicas no País, no período de 2005 a 2017. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), a expectativa para o final de 2022 é aumentar a potência em mais 5000MW (40% da capacidade de 2017) e atingir a marca de 17.643MW instalados.

A grande preocupação em torno dessa expansão é quanto à segurança de suprimento oferecida pelo sistema eólico, em função da sua intermitência ao longo do dia e oscilações bruscas em razão d as condições climáticas. Em meados de Out/18, por exemplo, a região Nordeste apresentou enfraquecimento dos ventos, o que resultou numa queda de até 4.000MWm na geração eólica. Isso fez com que o Operador Nacional do Sistema (ONS) acionasse usinas térmicas de fontes de energia não-renováveis (como gás e carvão mineral) para suprir a falta de abastecimento das eólicas.

Os parques eólicos brasileiros foram resultados de um direcionamento político-governamental e um cenário favorável à exploração desse recurso, que eram pouco utilizados no território nacional. Essa realidade de expansão está consolidada no País para os próximos anos. Tendo em vista os aspectos observados, a exploração da fonte eólica eleva a sustentabilidade da nossa matriz, porém o equilíbrio entre sustentabilidade e segurança é o pilar para uma matriz elétrica ideal.

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