Leilão A-4 negocia 298,7 MW médios ao preço médio de R$ 124,75

Deságio médio do leilão ficou em 59,07% sendo que a eólica apresentou redução de 73,5% para quatro empreendimentos.

Após uma disputa de pouco mais de duas horas, chegou ao fim o Leilão de Energia Nova A-4 que negociou um total de 298,7 MW médios de energia que viabilizou a adição de pouco mais de 1 GW em capacidade instalada. O preço médio de venda ficou em R$ 124,75 por MWh. Esse valor corresponde a um deságio médio de 59,07%. Os preços para as fontes eólicas e solares foram os mais baixos registrados no País desde a entrada das fontes nos leilões, com R$ 67,60 e R$ 118,07, respectivamente.

O certame realizado na sede da CCEE, em São Paulo, foi marcado pela rápida queda dos preços dos produtos negociados logo em seu início. O maior desconto ficou com a fonte eólica, que passou de R$ 255 para R$ 67,60 – redução de 73,5%. Depois veio a solar, que passou de R$ 312 pra R$ 118,07, representando queda de 62,16%. Em terceiro a biomassa, que foi de R$ 329 para R$ 198,94 – uma redução de 39,53%. Por fim, o menor deságio entre os quatro produtos ficou com a fonte hídrica, que registrou desconto de 31,92% sobre o preço teto de R$ 291.

Aliás, a fonte hídrica teve 4 novas usinas com 41,7 MW em capacidade instalada em 19,7 MW médios. A fonte biomassa adicionou duas novas usinas, com 61,8 MW de capacidade e 17,1 MW médios. A fonte eólica teve quatro parques, com 114,4 MW de capacidade nova e 33,4 MW médios. A maior vendedora, a solar viabilizou 29 usinas, com 806,66 MW em nova capacidade e 228,5 MW médios.

O volume de energia negociado corresponde a um giro financeiro de R$ 6,748 bilhões. A garantia física contratada ficou em 356,19 MW médios.
No total, 17 distribuidoras compraram energia. Dessas, as maiores compradoras foram a Coelba (BA) com 8,8 milhões de MWh, a Enel Distribuição Goiás com 5,8 milhões de MWh e a Elektro (SP/MS) com 5,7 milhões de MWh.

Fonte: CanalEnergia